MUNICÍPIO DE MAKELA DO ZOMBO

TRÊS DATAS ENCONTRADAS PELOS INVESTIGADORES SOBRE O PASSADO HISTÓRICO ZOMBO. MAS, APENAS UMA DEVE SER ESCOLHIDA PARA FUTURAS COMEMORAÇÕES.PARATICIPE TAMBÉM!

terça-feira, 5 de Agosto de 2014

COLÓQUIO SOBRE PASSADO HISTÓRICO DA VILA DO ZOMBO

Participe na escolha da data! 

13 de Janeiro de 1896
1 de Agosto de 1896
22 de Janeiro de 1914

DISCUSSÃO SOBRE A DATA DAS FESTIVIDADES DE MAKELA DO ZOMBO

Várias datas mostram a complexidade evolutiva do povo kongo do Zombo, sendo algumas muito interessantes e outras simbolizando a o sofrimento e o desinteresse pela presença de estranhos ao nosso território. É nesta circunstância que urge discutir a datação fundamentada sobre as festividades de Makela do Zombo.
 -Buscar o 1 de Agosto de 1911 em que Makela do Zombo passa a Circunscrição civil, pela Portaria 823 não seria contrariar a essência do progresso desta região, apesar de que, vários benefícios se venham reportar para a administração colonial.

- No entanto, o 13-01-1896 que cria o primeiro Posto Militar do Zombo pela Portaria nº 30 do Governador –Geral de Angola, através da proposta feita pelo Governador do dito “Congo Português” e seguidamente a 25 do mesmo mês é instalado o posto militar do Zombo. Um ano depois é colocado no Posto militar, a Société Anonime Belika; não nos parece aconselhável, na medida em que a instalação desta força militar justifica um sufocar e opressão do povo zombo.
O ano de 1917 que corresponde com a criação da Sede do distrito do Congo, desmembramento e criação do enclave de Kabinda, que depois passou a Sede do Concelho do Zombo é outra data importante. Infelizmente não existem dia nem mês.

Finalmente, podemos propor para o orgulho da memoria populacional Zombo, a data de 22 de Janeiro de 1914 que exalta o exército português que incendiou muitas populações Zombo, contra as sublevações das populações que se iam consciencializando após, as demarches sucessivas militares de Alváro Buta, contra o exército português sobretudo a segunda invasão de 25 de Janeiro desse ano.
CONCLUINDO:
~Podemos sublinhar ter-se feito uma longa incursão sobre os contornos da vida dos kongo do Zombo e o aclaramento de muitas perturbações psicossociais a que tivera sido submetido.
-Exaltar datas de retomada de consciência para uma glorificação humana anteriormente submetida a uma despersonalização devoradora do valor sócio histórico, poderia ser mais gratificante, se assim fosse a nossa opção.

No entanto, dar significação notável a circunstâncias desfavoráveis ao nosso ser, pode mostrar as nossas limitações psicasténicas de não reconhecimento de si como pessoas e personalidades ao mesmo tempo.


Makela do Zombo:

Colóquio sobre passado histórico da vila de Zombo amealhou personalidades inéditas em Angola
Maquela do Zombo (Uíge) O colóquio sobre  o passado histórico de Makela do Zombo, descobriu mais valores, no pretérito dia 2 de Agosto de 2014, numa manhã de sábado na vila com o mesmo nome, em acto presidido pelo administrador municipal, Benji Moko Henrique, em representação do governador da província, Paulo Pombolo.

Benji Moko Henriques deu a conhecer que o  colóquio surge em cumprimento das decisões do encontro realizado na mesma data e local em 2013 que visa encontrar a data da elevação da localidade à categoria de vila.
Pediu no entanto, a discussão com responsabilidade, por todos os participantes, tendo em conta a importância do assunto.
O colóquio que decorreu em sistema de palestras, enquadrou diversos temas como,”exploração arqueológica na antiga província de Mbata, uma origem para explicação das origens do Povo Zombo a partir da Bacia Hidrográfica do Rio Nzadi Nkisi”, “apresentação da pesquisa documental sobre a história evolutiva de Maquela do Zombo”.

“As origens do Zombo segundo as fontes  da tradição oral, migração, expansão, e fixaçã0 das populações na actual área Zombo”, “a memória arquivística de uma pesquisa para descrição da ocupação colonial e evolução organizacional de Makela do Zombo até 1920”, entre outros.

Segundo deu a conhecer, a equipa  é constituída por  seis  membros, sendo dois investigadores séniores,  dois juniores e dois colaboradores, nomeadamente Professor Doutor Manzambi Vuvu Fernando, pela Univesidade Agostinho Neto,   Antropólogo  e coordenador do  grupo, Professor Doutor Dissengomoka Sebastião Alexandre, pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) do Uige, Psicólogo e Director Internacional para Educação em África,  Constança do Nascimento Ferreira Ceita, Doutoranda em Historia e Docente Pela Universidade Agostinho Neto.

Entre outros, Professor Doutor Patrício Batsikama, historiador, pela Universidade Agostinho, João Daniel, colaborador, operador técnico e funcionário do ISCED do Uíge e Belo de Sousa Gabriel, colaborador técnico, jornalista da Agência Angola Press(Angop), ajudante investigador do mestre Disengomoka Sebastião Alexandre.

Participaram do colóquio, naturais e amigos do Zombo provenientes de diversos pontos do país e do mundo, assim como convidados.
O programa das festas da vila previa igualmente a realização de outras actividades desportivas, culturais e recreativas. 




























Chimpanzé em Kibokolo

Cavalos em Kibokolo



LISTA DOS TEMAS E DOS INTERVENIENTES

“DA MEMÓRIA ORAL A MEMÓRIA ARQUIVÍSTICA NAS ORIGENS E EVOLUÇÃO ORGANIZACIONAL DO    TERRITÓRIO DE MAKELA DO ZOMBO ATÉ 1920”
 
1-    “A Exploração Arqueológica na Antiga Província de Mbata: Uma via para Explicitação das Origens do povo Zombo a partir da Bacia Hidrográfica do rio Nzadi Nkisi”.
 
- Dr.  Matonda Sakala Igor Roland, Arqueólogo, Université du Kinshasa, RDC.
 
2-     “Apresentação da Pesquisa Documental sobre a História evolutiva de Makela do Zombo”.
 
- Dr Patrício Batsikama Mampuya Cipriano, Historiador.
 
3-    “As Origens Zombo segundo as Fontes da Tradição Oral, Migração, Expansão e Fixação das Populações na Actual Área Zombo”
 
- Prof. Dr. Manzambi Vuvu Fernando, Antropólogo, Universidade Agostinho Neto, Faculdade de Ciências Soiais, Luanda.
 
4-    “A Memória Arquivística uma Pesquisa para a Descrição da Ocupação Colonial e Evolução organizacional de Makela do Zombo até 1920” .
- Dra. Constança do N. da Rosa Ferreira de Ceita, Historiadora, Universidade Agostinho Neto, Faculdade de Ciências Sociais, Luanda.
 
 
5-     “Implicações Psico-Sociais das Migrações, Fixação das Populações Zombo, e da Ocupação Colonial na análise dos factores endógenos e exógenos que contribuíram para o declínio dos zombo.
 
- Prof. Dr. Dissengomoka, Sebastião Alexandre, Psicólogo, Instituto Superior de Ciências da Educação, Uíge.
 
6-    Memorandum sobre a Definição da Data Comemorativa do Dia de Makela do Zombo.
 

- Prof. Dr. Dissengomoka Sebastião Alexandre.



 
FICHA TÉCNICA DE EQUIPA DOS INVESTIGADORES
A equipa é constituída por seis membros, sendo dois investigadores séniores, dois juniores e dois colaboradores, nomeadamente Professor Doutor Manzambi Vuvu Fernando, pela Univesidade Agostinho Neto,  Antropólogo e coordenador de equipa, Professor Doutor Dissengomoka Sebastião Alexandre, pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) do Uíge, Psicólogo e Director Internacional para Educação em África, Constança do Nascimento Ferreira Ceita, Doutoranda em Historia e Docente Pela Universidade Agostinho Neto.



Entre outros, Professor Doutor Patricio Batsikama, historiador, pela Universidade Agostinho,  Joao Daniel, colaborador , operador técnico e funcionario do ISCED do Uige e Belo de Sousa Gabriel, colaborador técnico, jornalista da Agência Angola Press(Angop), ajudante investigador do mestre Dissengomoka Sebastião Alexandre. no caminho dialéctico do conhecimento científico  e Estudante Universitário na Opção de Psicologia, pelo ISCED do Uige, respectivamente.
A investigação sobre “Projecto Zombo” teve seu início no final de Agosto de 2013, após a realização do primeiro encontro Antropocêntrico, pelo especialista do ramo científico, sociedade civil, autoridades tradicionais e outras fontes orais e históricas. 

PUBLICADO POR Belo de Sousa, jornalista ajudante investigador estudante universitário pelo ISCED do Uíge, na opção de Psicologia e João Mayele, operador técnico, pela mesma instituição, ambos pertencentes a equipe dos investigadores, a cerca de pesquisa sobre “Zombo”.

domingo, 3 de Agosto de 2014

COLOQUIO - SOBRE O PASSADO HISTORICO DA VILA DE MAKELA DO ZOMBO


DE 01 a 03 DE AGOSTO

COLÓQUIO SOBRE O PASSADO HISTÓRICO DA VILA DE MAQUELA DO ZOMBO

Primitivamente, posto militar com o nome de Mbongi, criado em 13 de Janeiro de 1896 na margem do rio Lwidi, publicado pela portaria nº. 832. Em 1917 foi sede do distrito do Congo e mais tarde, com a dissolução do distrito do Congo e a criação do enclave de Cabinda, passou a sede do Concelho do Zombo.

Localizada na regiao centro-oeste do municipio, a vila de Maquela do zombo circunscrita por cerca de 10 Bairros urbanos e suburbanos, e actualmente habitada por mais de oita mil habitantes maioritariamente jovens de etnia Kongo e economicamente activa dedicando-se principalmente a agricultura de subsistencia, comercio, empreendedorismo e outras actividades artesanais manufacturadas.

A vila de Maquela do zombo, sede politico-administrativa do municipio do Zombo, alberga os distintos departamentos ministeriais: - Procuradoria municipal, representações partidárias, o comando da 22ª. Brigada, E conta comuma rede escolar constituida por um centro infantil, seis (6) escolas primárias, tres (3) escolas do 1º. E 2º. ciclos de ensino secundário e um modulo de formação tecnico profissional.

PERFIL DO MUNICIPIO
I.CLIMA: tropical e sub-tropical com duas estações, relevo variado com areas montanhosas e planas.

II. POPULAÇÃO: 555.560 habitantes

III. DIVISÕES ADMINISTRATIVAS:

- quatro (4) comunas (Kibokolo, Béu, Sacandica e Cuilo Futa; - Trinta e oito (38) Regedorias e trezentas e vinte sete (327) Aldeias.

IV POTENCIAL ECONÓMICO

- Hidroelectrica: Bacia hidrica - Sub – Estações electrica de Maquela com capacidade para 30 MW (mega-watts) dos quais dez (10) mega-watts disponiveis, alimentada a partir da barragem de Kapanda. - Agropecuária – Agriocultura de subsistencia com incidencia para mandioca, ginguba, gerlim, etc...

PROGRAMA GERAL

SEXTA-FEIRA, DIA 01 DE AGOSTO


Local: Quartel da 22ª Brigada.

10H45 – Culto de Acção de Graça

Local:Pavilhão multi-uso

15H00 – Partida de futebol/quadrangular

Local: Campo 4 de fevereiro

17H30 – Luta Livre/Catch

Local: Pavilhão multi-uso

SABADO, DIA 02 DE AGOSTO

06H00 – Atletismo/Maratona desportiva

10H00 – Colóquio sobre o passado historico da vila de Maquela do Zombo.

Apresentação do trabalho de investigação sobre a história de Maquela do zombo, pelos Prof. Vuvu manzambi Fernando, Disengomoka Sebastião Alexandre e Patricio Batshikama.

13H00 – Almoço de confraternização

15H00 – Final do quadrangular futebolistico e entrega de taças, medalhas e Prémios.

20H00 – Espectáculo Musical DOMINGO, DIA 03 DE AGOSTO

14H00 – Show de Pirotecnia 16H00 – Espectáculo Musical (Gospel).

PAGINA EM CONSTRUCAO

sábado, 5 de Julho de 2014

Municipio de Maquela do Zombo presente nas Festas da Cidade do Uíge


Mapa do Municipio de Maquela do Zombo

O municipio de Maquela do Zombo que completa os seus 103 anos desde que foi elevado a categoria de circunscrição, pela portaria nº.832, de 1 de Agosto de 1911, Boletim oficial nº.30, está composto por  quatro (4) comunas: Quibocolo, Béu, Sacandica e Cuilo Futa.

ELEMENTOS DE INFORMAÇÃO


SUPERFÍCIES E POPULAÇÃO APROX. DAS COMUNAS|
Béu             3.012 km2 População: 58.520 habitantes
Cuilo Futa  1.450 km2 População: 28.510 habitantes
Maquela    1.478 km2 População:592.661 habitantes
Quibocolo 2.800 km2 População: 42.730 habitantes
Sacandica   3.540 km2 População: 33.429 habitantes
 
Área Conc. Zombo:9.580 km2


Estimativa da produção geral do Concelho      
  
1970
Productos    | Produção

1. Café,          | 150 toneladas
2. amendoim | 358 toneladas
3. fibras,         |365 toneladas
4. arroz,          |
5. mandioca   |  

AGROPECUÁRIA 1970

Bovinos:  800 cabeças
Caprinos: 2666 cabeças
Suínos:    4283 cabeças
Ovinos:     663 cabeças


PISTAS EXISTENTES

1. Maquela                         1450x30 compactado
2. Quibocolo,Mavoio          800x30 terra batida
3. Béu, Béu Comercial        900x23 Arenoso
4. Cuilo Futa                       800x23 Arenoso
5. Sacandica -                     550x19 Arenoso


POSTOS FRONTEIRIÇOS

1. Banza-Nsoso,
2. Kimbata,
3. Malele
4. Béu Fiscal

ALDEIAS E REGEDORIAS

Béu - 7 Regedorias
Cuilo Futa - 3 Regedorias
Quibocolo -
Maquela - 3 Regedorias
Sacandica- 4 Regedorias

Administrativos no Distrito do Congo Portugues com sede em Maquela do Zombo

De 1917 a 1934, distrito do Congo com sede em Maquela do Zombo:
  Governador , capitão Augusto Casimiro
  Governador, capitão Casal Ribeiro
Governador, capitão Sepulvela
Encarregado do Governo, Dr. Avelino da Silva
Encarregado do Governo, Dr. Carlos de Almeida

ESCUDO DE ARMAS

Maquela do Zombo, teve o direito de usar Escudo de Armas, pela portaria nº.19076 de 15/3/62, Boletim Oficial nº. 13/62


MUNICIPIO DE MAQUELA DO ZOMBO PRESENTE NA EXPO/ UIGE 2014



Eng. Afonso Pedro Canga, Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e
Paulo Pombolo, Governador do Uíge, visitaram a exposição do municipio de Maquela do Zombo, exposta no pavilhão, hoje sábado dia 5 de Julho de 2014, no quadro das festas da cidade do Uíge.



                                                             

                                                           Nsusu Kongo dia Ntotela









                                                            Productos e objectos expostos


                                                       
                                                        Prductos e objectos expostos






 Para muitos Lungwila, bebida produzida de ananás, no municipio de Maquela do Zombo, foi preferivel.



                                                                   
                                                                   Projecto Mavoio



                                                                         
                                                           Projecto Mavoio



O atraso pelo envio da Provincia dos autocarros que deviam recolher productores agricolas das quatro comunas do Municipio, foi a razão de não participação dos camponeses de Quibocolo, Béu, Cuilo Futa e Sacandica. Os quatro autocarros enviados ao municipio para recolherem os camponeses, somente chegaram dias depois de abertura da Festa da Cidade.

quarta-feira, 25 de Junho de 2014

GRUPO DE PESQUISADORES SOBRE ZOMBO VISITOU O LOCAL ONDE FOI SEPULTADO MBIANDA NGUNGA

GRUPO DE PESQUISADORES SOBRE ZOMBO VISITOU O TUMULO DE MBIANDA NGUNGA 


Não obstante a questão encontrar-se fora da delimitação do tema e do problema Zombo, os Investigadores Professor Universitário na Universidade Agostinho, Dr.Vuvu Manzambi Fernando, antropólogo e Coordenador do Projecto de pesquisa e o Professor Universitário no ISCED-Uíge, Dr. Disengomoka Sebastião Alexandre, psicólogo, seguiram a pista percorrida por Mbianda Ngunga, nacionalista que combateu contra o colono português durante a época da eclosão da 1ª. guerra Mundial.Durante o trabalho de campo no Buenga Sul, entrevistaram familiares de Mbianda Ngunga que contaram pela tradição oral o que de facto aconteceu,e por fim visitaram o local onde foi sepultado, acompanhados das autoridades administrativas, tradicionais e por familiares do nacionalista.






 Palavras de sua despedida a família e ao povo do Buenga Sul. "Jurei nunca conciliar-me com o colono, chegou a minha hora". Depois destas palavras, o nacionalista levou o povo e familiares ao local onde seria sepultado, poucos depois morreu, e a família o sepultou no local por ele escolhido.



"N'samu lwizidi ukieleka" Mbianda Ngunga kuaku Buenga kavwilu, kawutukila nsi nkaka ko,luvila luandi: Makumba Nsanzala wezi ku Ndamba, luvila lu ki se kiandi:Kinsanzala "Mono ntama yadia n'dofi kilendi kala vamosi yo mundele ko, wau tumonene, mfwidi, lufwa lu Nzambi, ntangw'ame ifwene, mono kilendi tunga vamosi yo mundele ko, yeno nkangu lusala kiambote. N'samu lwizidi ukieleka diadi i vata di Mbianda Ngunga, yeto mpe i tumvwidi.Mbianda Ngunga ufwa kabaka luvunza lu mundele ko". Va kavova mama mambu, uvanga fuka kiandi,ibosi kanata nkangu vana fulu kazola ziamina, yandi vo luwidi mfwidi lu nzikila va kiaki fulu, ibosi kazayisa diaka nkangu vo "lusala kimbote".




Nossa tradição não foi esquecida, "Malavu ma nkotilu"


Sobrinho de Mbianda Ngunga e conservador da tradição dirige o grupo ao local onde foi sepultado Mbianda Ngunga








Esse é o local escolhido por ele mesmo dias antes de sua morte e é aqui onde o povo e familia o sepultou.





"Kansi mundele kayowesa nkula i nsangu kayenda zau kuna Kuilu Mpombo. Mbianda Ngunga ofwa, kabaka kwandi luvunza lu nkele mundele ko, katela kwandi mpe mbata ko kua mundele ye mpe kabakama kuandi maladi ko. Yayi i mfwandi". Entre outras são as revelações que os pesquisadores registaram, contadas por seus familiares. Mbianda Ngunga, ukalanga yo akento atanu (5)wasisa wana kumi ye nzole (12). Awukulu awutukila ku Nsoso. Kuma kia vita yo mundele kavutukila diaku ku Buenga. Nasceu no Buenga Sul, cresceu no Nsoso, por isso mesmo, muitos pensavam ser ele do Nsoso.


 Imagens de Belo de Sousa

quinta-feira, 12 de Junho de 2014

Pesquisa cientifica sobre Bambata ou Bazombo na RDC

PROVÍNCIA DE MBATA OU REINO DE MBATA

Sua localização, segundo historiadores, Mbata – ficava a Este, junto ao rio Kwango, não era bem uma província, era antes um reino que ficara sujeito ao rei do Congo voluntariamente. O Mani Mbata não era escolhido ou nomeado pelo rei. Esta responsabilidade pertencia à Kanda Nsaku, e dentro dessa família era o eleito pelo povo de Mbata. Mais tarde, aparece o clã Mpassi, (ki) a disputar esse privilégio ao clã Nsaku (ki). A província de Mbata tinha um grande exercito para se defender contras os jagas que eram povos vizinhos aguerridos.


"Os Zombo (hoje separados entre Mbata e Zombo, mas antigamente eram todos Besi -Mbata, e os Zombo eram da linhagens de Mani Mbata) são os Kôngo, falando das dimensões territoriais, sociológicas/ antropológicas... Mesmo quando surgiram as confusões nos séculos XVII, quando foi criado uma pseudo-capital em Mbata (Zombo) naquela altura das tendências balcanizadoras. Depois da morte do nacionalista Vit'a Nkanga em 1665, Kôngo passou a ter três capitais."
( Os Bambata ou Bazombo, são bakongo. Publicado por Muana Damba, História do Reino do Kongo, Patrício Batsikama )



No passado fim de semana, dia 07 de Junho de 2014 o grupo de pesquisas cientificas sobre Zombo, constituído por Professor Universitário da Universidade Agostinho Neto, Vuvu Manzambi Fernando, Professor Universitário no ISCED-Uige, Disengomoka Sebastião Alexandre, João Daniel, ajudante do antropólogo, Vuvu Manzambi e Belo de Sousa, ajudante do Psicólogo, Disengomoka Sebastião Alexandre, deslocou-se a República Democrática do Congo, (RDC), para trabalho de campo no domínio da tradição oral, na antiga Província do Reino do Congo, de Mbata, entre os dias 07 e 09 de Junho de 2014.




O turismo que transportou os investigadores de Angola a RDC, Kimpangu.
Durante os dias de trabalho de campo, a equipe hospedou-se na missão católica de Kimpangu.


Nessa pesquisa cientifica no domínio da tradição oral, sobre o surgimento da antiga província de Mbata no reino do Congo, os pesquisadores obtiveram respostas sobre varias questões:


1. A chegada dos primeiros kikongos na região de antiga província do reino do Congo, de Mbata;
2- quem encontraram no terreno;
3 - Os primeiros chefes que dirigiram a região;
4 - A ordem das sucessões;
5. Actuais clãns na região;




Para confirmar os dados publicados por Professor Patrício Batsikama, em seu artigo sobre História do Reino do Congo, no site do Muana Damba, durante o trabalho de campo em Kimpangu e Mbata registou-se o seguinte:




- Após primeiras impressões em kikongo, com o Administrador de Kimpangu, foi passada na lingua kikongo, uma carta de recomendação, que permitiu os pesquisadores, realizarem seu trabalho de campo no domínio da tradição oral com os anciãos de actual Mbanza Mbata;



                                                       Administrador de Kimpangu







Antropólogo Vuvu Manzambi Fernando, Psicólogo Disengomoka Sebastião Alexandre, Responsável da policia local de Mbata e o Belo de Sousa, Jornalista de ANGOP-Uíge e ajudante do Antropólogo entrevistando. 


- João Afonso - sobeta do município do Zombo, que acompanhou a equipe ao Kimpangu é familiar do responsável responsável da policia de Londe em Mbanza Mbata; 



Os investigadores foram acompanhado de Kimpangu ao Mbanza Mbata, por Fu kia Vata Jean (Responsável dos serviços de emigração em Kimpangu), que também falava kikongo;


Nesse jango as entrevistas com nossos irmãos foram realizadas somente na língua kikongo;




A equipe visitou também a aldeia Tambi, onde encontra-se marcada sobre uma pedra pata de pé humana.



Após respeitáveis formalidades de Nkuwo, saudação bakongo, no momento da identificação dos clãs actuais naquela localidade, cada um dos membros do grupo de pesquisadores, encontrou seu familiar matrilinear do kanda e patrilinear (kise)
Também pelos natos de Mbata, não é frequente o uso da lingua lingala do congo democrático, a não ser na escola e serviço Mbata.







Os cinco (5) motoqueiros que transportaram os investigadores ao Mbata, cerca de 18 km de Kimpangu, falavam somente kikongo e as irmãs da missão catolica de Kimpangu, que nos reservaram seu abrigo, também. 






                            Minutos antes da chegada ao Mbanza Mbata Londe



Momento de regresso e o "almoço de kikwanga com sardinha" junto das margens do rio Luidi, que nasce no municipio do Zombo.


                                            Ponte sobre o rio Luidi


No final dos trabalhos, um congolês democrático de Mbanza Mbata Londe, perguntou, então porque existem desentendimentos entre nós e vós na fronteira, sendo mesma a cultura?.

Percebe-se, que essas famílias ficaram separadas politicamente, desde a Conferencia de Berlim de 1885, que delimitou o congo, dividindo famílias, uns para Congo Português, outros para o Congo Belga e Congo Francês, mas até hoje, continuam unidos culturalmente pela língua de ntotela, hábitos e costumes.




                                                 Regresso da equipe

João Daniel e Belo de Sousa