sábado, 13 de fevereiro de 2016

A Comuna de Béu é vista como uma mãe abandonada


A vila de Béu Central ou Comercial, é VISTA como uma mãe abandonada pelos seus filhos. Eu já construi... que espera você... para consolar a nossa mãe, já na idade avançada?

Esteja onde estiver, pode construir para que a beleza da nossa mãe se mantenha.Estar na Diaspora não impedir cuidar sua mãe, apoiá-la nas suas necessidades.Como esperam ela elevar-se a municipio, no estado que se em que se encontra abandonada?. Hoje, o Estado Angolano, para cumprir o seu Programa, construiu o Centro Médico Comunal, reabilitou as escolas, ergueu a nova administração, fez chegar a agua potavel, os trabalhos da brita na via que liga Maquela do Zombo a comuna de Béu, já são um facto consumado, aguardando os trabalhos de asfalto, quando você pensa iniciar o seu para ajudar sua mãe?. É tempo de Reflectirmos juntos, em ajudar a nossa mãe, para que não se sinta sempre abandonada pelos seus filhos. As Associações que continuam crescer, deveriam reflectirem na ajuda no nosso povo abandonado. Receber ajudas e aplicá-los em outras localidades é um crime.

YETU KULU TUKALA MU NKUTU MOSI, TWATUNGA E NSI'ETO MBEWU MA NTUFU.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

VÁRIAS COMUNAS PODEM PASSAR A MUNICÍPIOS

RETROSPECTIVA:
Domingos Mucuta | Lubango

3 de Março, 2013 

Fotografia: Belisário dos Santos

Muitas comunas podem ascender a municípios à luz da nova divisão política e administrativa em curso no país, anunciou, na Humpata, o director nacional da Administração Local do Estado.

Muitas comunas podem ascender a municípios à luz da nova divisão política e administrativa em curso no país, anunciou, na Humpata, o director nacional da Administração Local do Estado.
Belisário dos Santos, que falava à margem do conselho de representantes da Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), disse que os técnicos do Ministério da Administração do Território estudam as características de 76 comunas propostas para municípios. Entre os critérios que podem pesar na decisão contam-se a distância em relação às capitais de província e sedes municipais, nível de desenvolvimento, número de habitantes e potencial econômico.
O objectivo da passagem de comunas a municípios, esclareceu, é descentralizar recursos financeiros que permitam às administrações resolver autonomamente vários problemas e dinamizar o processo das autarquias. Belisário dos Santos mencionou como exemplo das vantagens de promover certas comunas a municípios o caso de Dirico, que está a cerca de 800 quilômetros de Menongue, “muito distante do centro do poder de decisão política e econômica”.
in: http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/varias_comunas_podem_passar_a_municipios


POSTO BÉU, BÉU CENTRAL OU MESMO BÉU COMERCIAL, SÃO OS NOMES PELOS QUAIS ERA CONHECIDA A ACTUAL COMUNA DO BÉU NO MUNICÍPIO DE MAQUELA DO ZOMBO 






RESUMO HISTÓRICO

Béu nome da comuna e do rio
Mantufu é o nome do ancião que convidou o primeiro europeu que aí chegou. Inicialmente, era conhecido como "Mbongi Mantufu", na década 40 a administração colonial num decreto, proibia a atribuição de nomes de autoctones a localidades na Província de Angola. Daí por diante, fixou-se o nome do rio Béu, (MBEWU), como nome da aldeia (Mbewu vata), e do Posto administrativo.
Até hoje, ainda se ouve o nome de Posto Béu.

Béu, inicialmente posto militar, que se localizava junto da arvore centenária "M'BIDI", mais tarde foi transferido para o actual local. Pela Portaria nº.832 de 1 de Agosto de 1911, foi elevado para Posto Administrativo do Concelho do Zombo.

"TIMA, N'ZIBULA NZILA" OU ABERTURA DAS ESTRADAS

A partir do ano de 1932, as autoridades administrativas obrigaram os autóctones a abandonar às suas habitações no interior das matas e se transferirem para actuais localidades. Inicialmente, a partir de suas habitações, começavam a abertura das duas vias: Béu-Cuilo Futa e Béu-Maquela do Zombo. Anos depois, quando as autoridades transferiram o Posto de Sacandica ao concelho do Zombo é que foi aberta a via que liga Béu a Sacandica.  Ao transferirem-se as actuais localidades mantiveram os nomes de suas aldeias primitivas. Os que mostravam resistência para sua transferência eram presos, como foi o conhecido caso do soba Bernardo Kubioka da aldeia de Mvwenga.

KINGUNDU E KIMBALA

Ainda na época de transferências das aldeias primitivas para actuais localidades, os anciãos que construíram as aldeias Kingundu e Kimbala, encontraram vestigos deixados por um outro povo que teria passado lá primeiro, segundo os mais anciãos, eram os AYAKA, ayaka mpunza yo mbele, quando foram escorraçados de Mbanza Mbata. in entrevista video (Samuel Kololo).

PRIMEIRAS IGREJAS NO BÉU

PROTESTANTISMO E CATOLICISMO

No ano de 1935 uma comitiva de anciãos das nossas aldeias do Béu, partiu a Kibokolo, pedir aos missionários protestantes da BMS para instalassem também igrejas no Béu. Foi portanto nessa época que a missão decide construção uma igreja na aldeia Kimbele. Anos depois, o missionário Grenefell, deslocara-se ao Béu e escolheu KIKUKAMA, entre as aldeias Kilanga e Kimadisu, o local onde ficaria instalada uma filial da BMS como a missão BMS do Bembe. Essa decisão foi tomada, porque havia sempre mortes dos que se dirigiam a Kibokolo, ao atravessarem o rio Nzadi. Segundo anciãos do Béu, anciãos próximos da missão Baptista em Kibokolo, eram contra a instalação de mais uma missão no Béu. NKI TWAVANGA? in entrevista video com o ancião Coxe Filipe. O último pastor da Igreja Baptista no Béu foi JOÃO MAYELE.

Os anciãos de Béu, lamentaram bastante quando leram  a história da Igreja Baptista em Angola, escrita por F.James Genfell (1998), sem mencionar as dezenas de pessoas que morreram no rio Nzadi, para ir a Kibokolo assistir os actos religiosos da BMS. É com esse espirito de informadores próximos da BMS, que se evitou a instalação de uma filial da BMS no Béu, que estaria instalada no KIKUKAMA. Hoje talvez, não se teria o elevado numero de analfabetos.


CATOLICISMO NO BÉU

Dez anos depois, da instalação da igreja Protestante Baptista, no ano de 1945, foi implantada no Béu a missão Católica, na aldeia Luayi. in entrevista com ancião Bernardo Kubioka da aldeia Mvwenga (1985).

GUERRA DE 1961

Quando eclodiu a guerra de 1961 as populações de Béu também fugiram nas matas e para o Congo.
Por volta das 15 horas, começava passar na nossa aldeia Kimbele, muita gente carregando embrulhos, sacos etc., a cabeça, uns eram provenientes: Damba, Cuilo Futa etc. Na aldeia de Mpombo, por volta das 17 horas, fugimos, seguimos pela mata até Mbewu Vata, quando atingimos a aldeia Kivelo, fomos prevenidos de não continuar porque os brancos estavam reconstruindo a ponte sobre o rio Nzadi. A intenção da população fugitiva era atingir Béu Fiscal. Depois dessa advertência nas matas de Kivelo, os mais velhos cavaram um buraco onde se enterraram as panelas, pratos e outros objectos para diminuir-se o peso. Retornamos, passamos nas imediações do Posto Béu, Kixingani até Kimvwanda ba, por fim Kindopolo (RDC), onde permanecemos até aos fins de 1962, retornamos a Angola, mas permanecendo nas aldeias primitivas "Mabaxi", depois para nossas aldeias.


TOCOÍSMO NO BÉU 1963

Apos resposta de Simão Toco, fundador do Tocoísmo, no dia 21 de Fevereiro de 1963, os anciãos desintegrados da igreja protestante aderiram a nova religião, o tocoísmo. E, em Julho do mesmo ano as autoridades administrativas decidiram destruir o movimento na região, como resultado dessa tentativa foram presos dez anciãos principais e mortos cinco, também foram presas algumas meninas coristas e entregues como mulheres aos militares do aquartelamento da companhia do Batalhão que esteve na época no Béu. "Eu vi o sangue, porque o homem que eu vivia com ele veio com calças borradas de sangue, e eu não podia perguntar o que fizeram com os anciãos",
 Até hoje, desconhece-se o local onde foram mortos e deitados
in entrevistas video.

Na época ouvia-se falar também de kimbanguismo.

"NGWANZI" ERA UM ANIMAL SEMELHANTE A UM LEOPARDO

Na década, surgiu na região do Béu o Ngwanzi, um animal feroz que matava os camponeses que iam as lavras sozinhos. Também por vezes atacava em grupo de três de pessoas. Aldeias inteiras estavam em panico, e ficavam desertas. Muitas famílias fugiam, abandonavam suas aldeias por causa do Ngwanzi. Segundo os relatos em video, era um animal com aparência de leopardo "matona, matona, nze ngo" tinha pintas no corpo como leopardo.
O panico criado na região obrigava os camponeses a andarem em grupos, quando fossem às lavras, as mulheres já não podiam ir às lavras sozinhas, eram acompanhadas pelos esposos. Quando atacava matava logo, extraindo os órgãos todos em frações de minutos.
Ngwanzi era um animal grande com aparência de leopardo e não um fantasma como muitos cépticos afirmavam, é confirmada nos relatos videos em arquivo, pelos anciãos de Béu e do Cuilo Futa que o viram morto e que conheceram mulheres e homens mortos pelo animal. Não tardou, os feiticeiros da região, começavam a aproveitarem-se utilizando a mesma táctica do Ngwanzi.

BÉU-FISCAL
Posto Policial-Fiscal do Concelho do Zombo criado por Portaria nº.8524 Publicada no B.O 12/1954.

Solo: o solo dá para qualquer tipo de producto, razão pela qual na década 70, era já denominado de Béu Comercial, quando autoridades administrativas da época propunham que fosse elevada ao concelho.

A Comuna do Béu tem três vias principais que ligam as comunas de Sacandica, Cuilo Futa e a sede Municipal.

Distancias para a Vila de Béu:
Béu-Makela 75 km,
Béu- Cuilo Futa 64 Km,
Béu-Sacandica 82 km

262 sobados ou seja aldeias

Regedorias:

1. Mpombo
2. Béu
3. Nsamba
4. Baka
5. Benga
6. Tau
7. Luakala

Quatro áreas fundiárias, estão já identificadas na comuna de Béu.
Um Centro Médico -
Uma Escola de II Ciclo

Rios e riachos: 20 Rios e riachos ligam a Comuna do Béu com a sede Municipal Maquela do Zombo

ÁREAS TERRITORIAIS DAS COMUNAS DO MUNICÍPIO DE MAQUELA DO ZOMBO
Concelho do Zombo: 9.580 km2 (1972), Elementos de Informação do Distrito do Uige


[GEPEUíge2010], Área Territorial:

1. A comuna de Béu  tem           3012 km2;
2. A comuna de Cuilo Futa tem  1450 km2
3. A comuna de Maquela tem     1478 km2
4. A comuna de Quibocolo tem  2800 km2
5. A comuna de Sacandica tem   3504 km2

Se os dados em arquivo do governo Provincial e Municipal do Zombo, estivessem certos, o município teria uma área territorial de 12.244 km2. Matemáticos ou seja homens entendidos em cálculos matemáticos sugerem que a Administração Municipal deve fazer uma revisão muito séria para encontrar o erro. Dados falsos podem ser introduzidos quando subjectivamente queremos que a nossa região seja elevada, já que, muitas comunas podem ascender a municípios à luz da nova divisão política e administrativa em curso no país (...)

Rumores sobre a municipalização da Comuna de Béu, começaram a vazar da Administração Provincial do Uíge, Municipal de Maquela e da Comunal, desde o ano de 2010. Após a intervenção de Sua Exa. Senhor Paulo Pombolo, Governador da Província do Uíge, no acto central do DIA DA PAZ, que decorreu na Comuna do Béu em 2012, depois do encontro com autoridades tradicionais, na sede comunal do Partido, anunciou a construção de uma nova administração, escola, um internato, e um centro médico e exigiu da empresa SOLUM a conclusão das obras de reabilitação das estradas principais. Autoridades dos sobados do Béu e os populares, mostravam-se tristes, por não terem ouvido pronunciar-se sobre a municipalização de Béu.
Hoje, muitos esforçam-se para evitar que a comuna ascenda a município, esta pode ser a razão dos dados numéricos falsos fornecidos a Administração.

A concretizar-se ao contrário, parte de aldeias de Béu será transferida para a comuna que for elevada, isso porque a comuna encontra-se no centro ou seja, entre as comunas de Cuilo Futa e a de Sacandica. Avo katuzaya lamba ko, mavata ma nkaka ka mayikilwa diaka ma MBEWU ko. Izau nyindu zina vo.

Município de Maquela do Zombo e suas comunas

COMPARAÇÃO

A Comuna do Béu com sua área territorial de 3012 km2, é superior aos municípios de:
Buengas, Bungo, Mucaba, Negage, Puri, Songo e Uige, segundo dados (GEPE2003).
Também a comuna do Béu de todas as comunas do Município de Maquela do Zombo.

TURISMO

A comuna do Béu no Município de Maquela do Zombo, Província do Uíge, tem belezas naturais e inúmeros sítios históricos para visitar:

A arvore centenária, mais conhecida por "M'BIDI", localizada na vértice que liga a comuna de Sacandica a 82 km, comuna de Cuilo Futa a 64 k m e a sede municipal de Maquela do Zombo a 74 km.

  • A Misteriosa lagoa do rio VAMBA, a três horas de andamento, localizadas nas matas de ngunguti.
  • Pedra Mítica de Nzau Nganga, com marcas de: pé humano, pé de cão e nyendu o porta produto de campo; localizada nas margens do rio Sassa, a 8 km da sede comunal;
  • Pedra Mítica de Ndele com as mesmas marcas, localizada nas margens do rio Béu;
  • Antigo Aquartelamento de soldados das companhias dos Batalhões que se fixaram no Béu 1963-1975).
           Localização geográfica: Junto do Meridiano 15 30 com o paralelo 600.           Tipos de vegetação: Mosaico; floresta densa, ribeirinha muxito, periguineense, em                        aluviões, bosques e savana, zambeziaco-guneenses: Marquesia Berlinia, Daniellia. 

MISTERIOSA LAGOA "YANGA DI VAMBA", in video
 PEDRA MITICA "Tadi di NZau Nganga", in video


ESI "MBEWU" LUVWATI LAMBA, LU LAMBANGA, KALU VWATI TUNGA KO, LU TUNGANANGA"
Longi dia mfumu Ernersto Zakundomba. 



quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Obras para asfaltamento da Estrada que liga a sede municipal de Maquela do Zombo às comunas de Béu e Sacandica


Após a conclusão das Obras de terraplanagem, a administração prepara-se para dar inicio às obras de asfaltamento da estrada que liga a sede Municipal de Maquela às comunas de Béu e Sacandica. 
(RUA 1º. de AGOSTO).


PROPOSTA ORÇAMENTAL PARA 2015

  - Reabilitação da estrada que liga Nsoso e a comuna de Cuilo Futa no Município de Maquela do Zombo.

A via que liga a comuna do Nsoso no município da Damba e Kuilu Futa no Município de Makela do Zombo, vai beneficiar obras de restauro. Uma reabilitação que, vai diminuir o tempo do percurso para chegar-se às comunas de Cuilo Futa, Béu e até mesmo de Kisakandika, no município de Makela do Zombo.

São os valores propostos para o desenvolvimento do Município de Makela


Leia o texto completo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

MAKELA DO ZOMBO COMPLETA 104 ANOS DESDE QUE FOI ELEVADO A CIRCUNSCRIÇÃO

1 de Agosto de 1911  - 1 de Agosto de 2015 - 104 ANOS

A DATA FUNDAMENTADA PARA AS FESTIVIDADES DE MAKELA DO ZOMBO

Após calorosa discussão a volta das datas propostas pelo grupo de investigadores sobre o passado histórico do Zombo, os participantes ao evento escolheram para o orgulho da memoria populacional, a data de  1 de Agosto de 1911, em que Makela do Zombo passa a Circunscrição civil, pela Portaria 823, Boletim nº 30. 

PAGINA EM CONSTRUÇÃO


terça-feira, 5 de agosto de 2014

COLÓQUIO SOBRE PASSADO HISTÓRICO DA VILA DO ZOMBO

Participe na escolha da data! 

13 de Janeiro de 1896
1 de Agosto de 1896
22 de Janeiro de 1914

DISCUSSÃO SOBRE A DATA DAS FESTIVIDADES DE MAKELA DO ZOMBO

Várias datas mostram a complexidade evolutiva do povo kongo do Zombo, sendo algumas muito interessantes e outras simbolizando a o sofrimento e o desinteresse pela presença de estranhos ao nosso território. É nesta circunstância que urge discutir a datação fundamentada sobre as festividades de Makela do Zombo.
 -Buscar o 1 de Agosto de 1911 em que Makela do Zombo passa a Circunscrição civil, pela Portaria 823 não seria contrariar a essência do progresso desta região, apesar de que, vários benefícios se venham reportar para a administração colonial.

- No entanto, o 13-01-1896 que cria o primeiro Posto Militar do Zombo pela Portaria nº 30 do Governador –Geral de Angola, através da proposta feita pelo Governador do dito “Congo Português” e seguidamente a 25 do mesmo mês é instalado o posto militar do Zombo. Um ano depois é colocado no Posto militar, a Société Anonime Belika; não nos parece aconselhável, na medida em que a instalação desta força militar justifica um sufocar e opressão do povo zombo.
O ano de 1917 que corresponde com a criação da Sede do distrito do Congo, desmembramento e criação do enclave de Kabinda, que depois passou a Sede do Concelho do Zombo é outra data importante. Infelizmente não existem dia nem mês.

Finalmente, podemos propor para o orgulho da memoria populacional Zombo, a data de 22 de Janeiro de 1914 que exalta o exército português que incendiou muitas populações Zombo, contra as sublevações das populações que se iam consciencializando após, as demarches sucessivas militares de Alváro Buta, contra o exército português sobretudo a segunda invasão de 25 de Janeiro desse ano.
CONCLUINDO:
~Podemos sublinhar ter-se feito uma longa incursão sobre os contornos da vida dos kongo do Zombo e o aclaramento de muitas perturbações psicossociais a que tivera sido submetido.
-Exaltar datas de retomada de consciência para uma glorificação humana anteriormente submetida a uma despersonalização devoradora do valor sócio histórico, poderia ser mais gratificante, se assim fosse a nossa opção.

No entanto, dar significação notável a circunstâncias desfavoráveis ao nosso ser, pode mostrar as nossas limitações psicasténicas de não reconhecimento de si como pessoas e personalidades ao mesmo tempo.


Makela do Zombo:

Colóquio sobre passado histórico da vila de Zombo amealhou personalidades inéditas em Angola
Maquela do Zombo (Uíge) O colóquio sobre  o passado histórico de Makela do Zombo, descobriu mais valores, no pretérito dia 2 de Agosto de 2014, numa manhã de sábado na vila com o mesmo nome, em acto presidido pelo administrador municipal, Benji Moko Henrique, em representação do governador da província, Paulo Pombolo.

Benji Moko Henriques deu a conhecer que o  colóquio surge em cumprimento das decisões do encontro realizado na mesma data e local em 2013 que visa encontrar a data da elevação da localidade à categoria de vila.
Pediu no entanto, a discussão com responsabilidade, por todos os participantes, tendo em conta a importância do assunto.
O colóquio que decorreu em sistema de palestras, enquadrou diversos temas como,”exploração arqueológica na antiga província de Mbata, uma origem para explicação das origens do Povo Zombo a partir da Bacia Hidrográfica do Rio Nzadi Nkisi”, “apresentação da pesquisa documental sobre a história evolutiva de Maquela do Zombo”.

“As origens do Zombo segundo as fontes  da tradição oral, migração, expansão, e fixaçã0 das populações na actual área Zombo”, “a memória arquivística de uma pesquisa para descrição da ocupação colonial e evolução organizacional de Makela do Zombo até 1920”, entre outros.

Segundo deu a conhecer, a equipa  é constituída por  seis  membros, sendo dois investigadores séniores,  dois juniores e dois colaboradores, nomeadamente Professor Doutor Manzambi Vuvu Fernando, pela Univesidade Agostinho Neto,   Antropólogo  e coordenador do  grupo, Professor Doutor Dissengomoka Sebastião Alexandre, pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) do Uige, Psicólogo e Director Internacional para Educação em África,  Constança do Nascimento Ferreira Ceita, Doutoranda em Historia e Docente Pela Universidade Agostinho Neto.

Entre outros, Professor Doutor Patrício Batsikama, historiador, pela Universidade Agostinho, João Daniel, colaborador, operador técnico e funcionário do ISCED do Uíge e Belo de Sousa Gabriel, colaborador técnico, jornalista da Agência Angola Press(Angop), ajudante investigador do mestre Disengomoka Sebastião Alexandre.

Participaram do colóquio, naturais e amigos do Zombo provenientes de diversos pontos do país e do mundo, assim como convidados.
O programa das festas da vila previa igualmente a realização de outras actividades desportivas, culturais e recreativas. 




























Chimpanzé em Kibokolo

Cavalos em Kibokolo



LISTA DOS TEMAS E DOS INTERVENIENTES

“DA MEMÓRIA ORAL A MEMÓRIA ARQUIVÍSTICA NAS ORIGENS E EVOLUÇÃO ORGANIZACIONAL DO    TERRITÓRIO DE MAKELA DO ZOMBO ATÉ 1920”
 
1-    “A Exploração Arqueológica na Antiga Província de Mbata: Uma via para Explicitação das Origens do povo Zombo a partir da Bacia Hidrográfica do rio Nzadi Nkisi”.
 
- Dr.  Matonda Sakala Igor Roland, Arqueólogo, Université du Kinshasa, RDC.
 
2-     “Apresentação da Pesquisa Documental sobre a História evolutiva de Makela do Zombo”.
 
- Dr Patrício Batsikama Mampuya Cipriano, Historiador.
 
3-    “As Origens Zombo segundo as Fontes da Tradição Oral, Migração, Expansão e Fixação das Populações na Actual Área Zombo”
 
- Prof. Dr. Manzambi Vuvu Fernando, Antropólogo, Universidade Agostinho Neto, Faculdade de Ciências Soiais, Luanda.
 
4-    “A Memória Arquivística uma Pesquisa para a Descrição da Ocupação Colonial e Evolução organizacional de Makela do Zombo até 1920” .
- Dra. Constança do N. da Rosa Ferreira de Ceita, Historiadora, Universidade Agostinho Neto, Faculdade de Ciências Sociais, Luanda.
 
 
5-     “Implicações Psico-Sociais das Migrações, Fixação das Populações Zombo, e da Ocupação Colonial na análise dos factores endógenos e exógenos que contribuíram para o declínio dos zombo.
 
- Prof. Dr. Dissengomoka, Sebastião Alexandre, Psicólogo, Instituto Superior de Ciências da Educação, Uíge.
 
6-    Memorandum sobre a Definição da Data Comemorativa do Dia de Makela do Zombo.
 

- Prof. Dr. Dissengomoka Sebastião Alexandre.



 
FICHA TÉCNICA DE EQUIPA DOS INVESTIGADORES
A equipa é constituída por seis membros, sendo dois investigadores séniores, dois juniores e dois colaboradores, nomeadamente Professor Doutor Manzambi Vuvu Fernando, pela Univesidade Agostinho Neto,  Antropólogo e coordenador de equipa, Professor Doutor Dissengomoka Sebastião Alexandre, pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) do Uíge, Psicólogo e Director Internacional para Educação em África, Constança do Nascimento Ferreira Ceita, Doutoranda em Historia e Docente Pela Universidade Agostinho Neto.



Entre outros, Professor Doutor Patricio Batsikama, historiador, pela Universidade Agostinho,  Joao Daniel, colaborador , operador técnico e funcionario do ISCED do Uige e Belo de Sousa Gabriel, colaborador técnico, jornalista da Agência Angola Press(Angop), ajudante investigador do mestre Dissengomoka Sebastião Alexandre. no caminho dialéctico do conhecimento científico  e Estudante Universitário na Opção de Psicologia, pelo ISCED do Uige, respectivamente.
A investigação sobre “Projecto Zombo” teve seu início no final de Agosto de 2013, após a realização do primeiro encontro Antropocêntrico, pelo especialista do ramo científico, sociedade civil, autoridades tradicionais e outras fontes orais e históricas. 

PUBLICADO POR Belo de Sousa, jornalista ajudante investigador estudante universitário pelo ISCED do Uíge, na opção de Psicologia e João Mayele, operador técnico, pela mesma instituição, ambos pertencentes a equipe dos investigadores, a cerca de pesquisa sobre “Zombo”.

domingo, 3 de agosto de 2014

COLOQUIO - SOBRE O PASSADO HISTORICO DA VILA DE MAKELA DO ZOMBO


DE 01 a 03 DE AGOSTO

COLÓQUIO SOBRE O PASSADO HISTÓRICO DA VILA DE MAQUELA DO ZOMBO

Primitivamente, posto militar com o nome de Mbongi, criado em 13 de Janeiro de 1896 na margem do rio Lwidi, publicado pela portaria nº. 832. Em 1917 foi sede do distrito do Congo e mais tarde, com a dissolução do distrito do Congo e a criação do enclave de Cabinda, passou a sede do Concelho do Zombo.

Localizada na regiao centro-oeste do municipio, a vila de Maquela do zombo circunscrita por cerca de 10 Bairros urbanos e suburbanos, e actualmente habitada por mais de oita mil habitantes maioritariamente jovens de etnia Kongo e economicamente activa dedicando-se principalmente a agricultura de subsistencia, comercio, empreendedorismo e outras actividades artesanais manufacturadas.

A vila de Maquela do zombo, sede politico-administrativa do municipio do Zombo, alberga os distintos departamentos ministeriais: - Procuradoria municipal, representações partidárias, o comando da 22ª. Brigada, E conta comuma rede escolar constituida por um centro infantil, seis (6) escolas primárias, tres (3) escolas do 1º. E 2º. ciclos de ensino secundário e um modulo de formação tecnico profissional.

PERFIL DO MUNICIPIO
I.CLIMA: tropical e sub-tropical com duas estações, relevo variado com areas montanhosas e planas.

II. POPULAÇÃO: 555.560 habitantes

III. DIVISÕES ADMINISTRATIVAS:

- quatro (4) comunas (Kibokolo, Béu, Sacandica e Cuilo Futa; - Trinta e oito (38) Regedorias e trezentas e vinte sete (327) Aldeias.

IV POTENCIAL ECONÓMICO

- Hidroelectrica: Bacia hidrica - Sub – Estações electrica de Maquela com capacidade para 30 MW (mega-watts) dos quais dez (10) mega-watts disponiveis, alimentada a partir da barragem de Kapanda. - Agropecuária – Agriocultura de subsistencia com incidencia para mandioca, ginguba, gerlim, etc...

PROGRAMA GERAL

SEXTA-FEIRA, DIA 01 DE AGOSTO


Local: Quartel da 22ª Brigada.

10H45 – Culto de Acção de Graça

Local:Pavilhão multi-uso

15H00 – Partida de futebol/quadrangular

Local: Campo 4 de fevereiro

17H30 – Luta Livre/Catch

Local: Pavilhão multi-uso

SABADO, DIA 02 DE AGOSTO

06H00 – Atletismo/Maratona desportiva

10H00 – Colóquio sobre o passado historico da vila de Maquela do Zombo.

Apresentação do trabalho de investigação sobre a história de Maquela do zombo, pelos Prof. Vuvu manzambi Fernando, Disengomoka Sebastião Alexandre e Patricio Batshikama.

13H00 – Almoço de confraternização

15H00 – Final do quadrangular futebolistico e entrega de taças, medalhas e Prémios.

20H00 – Espectáculo Musical DOMINGO, DIA 03 DE AGOSTO

14H00 – Show de Pirotecnia 16H00 – Espectáculo Musical (Gospel).

PAGINA EM CONSTRUCAO

sábado, 5 de julho de 2014

Municipio de Maquela do Zombo presente nas Festas da Cidade do Uíge


Mapa do Municipio de Maquela do Zombo

O municipio de Maquela do Zombo que completa os seus 103 anos desde que foi elevado a categoria de circunscrição, pela portaria nº.832, de 1 de Agosto de 1911, Boletim oficial nº.30, está composto por  quatro (4) comunas: Quibocolo, Béu, Sacandica e Cuilo Futa.

ELEMENTOS DE INFORMAÇÃO


SUPERFÍCIES E POPULAÇÃO APROX. DAS COMUNAS|
Béu             3.012 km2 População: 58.520 habitantes
Cuilo Futa  1.450 km2 População: 28.510 habitantes
Maquela    1.478 km2 População:592.661 habitantes
Quibocolo 2.800 km2 População: 42.730 habitantes
Sacandica   3.540 km2 População: 33.429 habitantes
 
Área Conc. Zombo:9.580 km2


Estimativa da produção geral do Concelho      
  
1970
Productos    | Produção

1. Café,          | 150 toneladas
2. amendoim | 358 toneladas
3. fibras,         |365 toneladas
4. arroz,          |
5. mandioca   |  

AGROPECUÁRIA 1970

Bovinos:  800 cabeças
Caprinos: 2666 cabeças
Suínos:    4283 cabeças
Ovinos:     663 cabeças


PISTAS EXISTENTES

1. Maquela                         1450x30 compactado
2. Quibocolo,Mavoio          800x30 terra batida
3. Béu, Béu Comercial        900x23 Arenoso
4. Cuilo Futa                       800x23 Arenoso
5. Sacandica -                     550x19 Arenoso


POSTOS FRONTEIRIÇOS

1. Banza-Nsoso,
2. Kimbata,
3. Malele
4. Béu Fiscal

ALDEIAS E REGEDORIAS

Béu - 7 Regedorias
Cuilo Futa - 3 Regedorias
Quibocolo -
Maquela - 3 Regedorias
Sacandica- 4 Regedorias

Administrativos no Distrito do Congo Portugues com sede em Maquela do Zombo

De 1917 a 1934, distrito do Congo com sede em Maquela do Zombo:
  Governador , capitão Augusto Casimiro
  Governador, capitão Casal Ribeiro
Governador, capitão Sepulvela
Encarregado do Governo, Dr. Avelino da Silva
Encarregado do Governo, Dr. Carlos de Almeida

ESCUDO DE ARMAS

Maquela do Zombo, teve o direito de usar Escudo de Armas, pela portaria nº.19076 de 15/3/62, Boletim Oficial nº. 13/62


MUNICIPIO DE MAQUELA DO ZOMBO PRESENTE NA EXPO/ UIGE 2014



Eng. Afonso Pedro Canga, Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e
Paulo Pombolo, Governador do Uíge, visitaram a exposição do municipio de Maquela do Zombo, exposta no pavilhão, hoje sábado dia 5 de Julho de 2014, no quadro das festas da cidade do Uíge.



                                                             

                                                           Nsusu Kongo dia Ntotela









                                                            Productos e objectos expostos


                                                       
                                                        Prductos e objectos expostos






 Para muitos Lungwila, bebida produzida de ananás, no municipio de Maquela do Zombo, foi preferivel.



                                                                   
                                                                   Projecto Mavoio



                                                                         
                                                           Projecto Mavoio



O atraso pelo envio da Provincia dos autocarros que deviam recolher productores agricolas das quatro comunas do Municipio, foi a razão de não participação dos camponeses de Quibocolo, Béu, Cuilo Futa e Sacandica. Os quatro autocarros enviados ao municipio para recolherem os camponeses, somente chegaram dias depois de abertura da Festa da Cidade.